Não Faça o Bom. Faça o Melhor!

Ambição

A pessoa que permite que a inferioridade faça parte do seu dia a dia de trabalho contrai uma espécie de doença que paralisa suas aspirações e perspectivas. Em contrapartida, aquele que não se satisfaz com o razoável, com o mais ou menos e com o bom, e sempre se aplica ao máximo para conseguir o melhor, apesar dos obstáculos, é um forte candidato a conquistar o prêmio de em algum momento de sua vida sair do grupo dos medianos e se deslocar para o grupo dos que se destacam. São estes que conseguem perceber a diferença entre o “bom” e o “melhor”. São os que não admitem entregar um trabalho de má qualidade ou cheio de remendos.

É muito fácil encontrar pessoas reclamando da sorte e que são incapazes de ver que a posição que ocuparão amanhã é conseqüência direta de como agem hoje. Para se alcançar o último degrau da escada é necessário pisar antes nos degraus intermediários. O que se faz hoje, agora, tem o poder de abrir ou fechar portas.

Não é muito eficaz ficar esperando que algo de extraordinário aconteça e torne o mundo colorido. Espertos são os que captam oportunidades escondidas em trabalhos aparentemente comuns e sem importância. São muitos os que não saem do comodismo, que sempre fazem as mesmas coisas da mesma maneira, que pensam pouco e são quase que totalmente operacionais, não almejando uma forma de se diferenciar. Logicamente sair do comodismo requer coragem para assumir riscos, resistência a vários tipos de pressão, paciência e disposição, com uma boa dose de humildade para reconhecer os eventuais erros de percurso, aprender com eles, além de assumir crises e pedir socorro.

É triste ver pessoas que passam os seus dias se lamentando de salário, reclamando do que “ganham”, chorando pela falta de oportunidades. Raros são os que percebem que existe algo muito maior que a situação atual, que existe toda uma carreira, que existe amanhã, enfim, que podem fazer um algo a mais. Enganam-se aqueles que pensam que a mentira só é praticada pela boca. Aquele que faz corpo mole, que faz trabalho remendado, que não se compromete que se esconde, também está praticando a mentira.

Por mais simples que seja uma tarefa, o seu responsável tem a obrigação de saber no mínimo como e por que executá-la. Só assim conseguirá ver além do próprio umbigo, e principalmente, produzir o “melhor” e não apenas o “bom”. Entretanto, se a pessoa não reconhece que esta obrigação é mais sua do que dos outros, fica difícil conseguir o melhor.

Finalizando, seria excelente se as pessoas parassem um pouco e refletissem a respeito de qual grupo pertencem, ou seja, dos que fazem somente o que se espera deles, dos que fazem menos do que se espera deles, ou dos que fazem mais do que espera deles.

Por Osni Gomes, Consultoria, Treinamentos e Palestras, Belo Horizonte/MG.

Por que há pessoas que falam por impulso? Atitude prejudica a carreira

Fonte Desconhecida

As cenas são comuns: durante uma conversa no almoço ou tomando um café, alguém conta uma informação confidencial da empresa, ou ainda, durante uma situação de conflito, acaba falando algo que não deveria. Por que as pessoas agem assim?
Segundo a psicóloga e psicoterapeuta Clarice Barbosa, as pessoas que falam por impulso agem guiadas pela emoção e são extremamente ansiosas. “São pessoas imaturas emocionalmente, que agem sem pensar nas consequências e não sabem ouvir, só querem falar”, explica.
A explicação para esse comportamento pode estar na educação que essas pessoas receberam na infância. “É provável que essa era a forma que a pessoa tinha de responder ao conflito, e quem a educou não mostrou as consequências do comportamento. Ela acabou aprendendo que essa era a forma de se expressar”, diz.
Prejudicando o trabalho

Se a atitude de falar o que não deve pode prejudicar os relacionamentos pessoais, na vida corporativa, ela pode ser ainda pior. Isso porque, embora não seja sempre considerado um “funcionário problema”, o profissional ficará marcado entre colegas e chefes.
“Se a pessoa não sabe controlar a raiva ou outras emoções, discutindo sempre, ela poderá gerar problemas na equipe”, afirma Clarice, que também lembra do caso de pessoas que não falam por impulso em situações de conflito, mas que não conseguem guardar informações confidenciais da empresa, o que pode prejudicar sua imagem perante a organização.
Além disso, a psicóloga lembra que, em reuniões, esse tipo de profissional também pode ter problemas, já que uma de suas características é a incapacidade para ouvir. “Em uma reunião, as pessoas expõem suas ideias, e se ele não consegue escutar e só quer falar, poderá se comprometer”, diz.
Como mudar?
Porém, ter essa impulsividade não significa a impossibilidade de ter uma carreira de sucesso. Algumas dicas podem colaborar para tornar essa atitude menos frequente. O primeiro passo é reconhecer a fala impulsiva. “Se a pessoa percebe que tem esse comportamento, isso já é importante, porque, assumindo a responsabilidade, ela não vai colocar a culpa na empresa ou em outra pessoa da equipe, o que normalmente é feito por esses profissionais”, diz Clarice.
Depois disso, é necessário observar em quais situações e com quais pessoas a fala por impulso ocorre, se é apenas em momentos de estresse ou de raiva, com o líder ou com colegas. Com o autoconhecimento, será possível controlar mais as emoções.
“Mas controlar não é reprimir a emoção. Tem de sair da situação. Se está com raiva ou ansioso, tem de respirar, ir tomar um café, para parar, pensar e ouvir para ver qual a colocação mais adequada a se fazer, porque quem fala por impulso não pensa antes”, explica.
A psicóloga ressalta que isso é um treinamento e deve ser feito toda vez que essas situações forem notadas pela pessoa. “Se ela não consegue mudar sozinha, aí deve buscar uma ajuda profissional”, diz.
Clarice também lembra que a própria empresa pode ajudar o funcionário a deixar de agir por impulsividade, usando do feedback. Nesse caso, devem ser explicadas para a pessoa as consequências de passar uma informação da empresa, e não apenas dizer “não se deve falar isso”.

Fonte: Roberta de Matos Vilas Boas – InfoMoney

Contribuição de Talita Oliveira


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